Análise poema O guardador de rebanhos de Alberto Caeiro - Questão de vestibular

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(Unicamp-SP) o poema abaixo pertence a O guardador de rebanhos, de Alberto Caeiro: 

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no 
[Universo... 
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra 
[terra qualquer 
Porque eu sou do tamanho do que vejo 
E não do tamanho da minha altura... 
Nas cidades a vida é mais pequena 
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro. 
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave, 
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para 
[longe de todo o céu, 
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os 
nossos olhos nos podem dar, 
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza 
[é ver. 

PESSOA, Fernando. Obra poética
Rio de janeiro: Nova Aguilar, 1983. p. 142. 

Exercício contextualizado sobre locução verbal - 1ºano EM

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Efeito dominó

[...]
Coloque várias peças de dominó em pé, enfileiradas uma atrás da outra, e dê um peteleco na primeira delas. As peças vão se esbarrando e, uma a uma, caem. Esse movimento, conhecido como "efeito dominó", pode se aplicar a muitas outras situações em que um determinado fato leva a uma série de consequências.
Na natureza, é comum observar isso. Plantas e bichos dependem sempre do ambiente ao seu redor e, se alguma coisa muda, é provável que muitas outras mudanças aconteçam em decorrência da primeira. Por exemplo: ao desmatarmos uma área, prejudicamos a vida de animais que vivem naquele habitat. Mas o efeito dominó pode ir ainda mais longe - você sabia que as consequências do desmatamento chegam até os oceanos? 
[...] 
(Disponível em: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/efeito-domino/.) 

Interpretação sobre respeito às diferenças (diversidade) 7ºano

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Cada um do seu jeito 

[...]  Nem sempre é fácil a gente se enturmar quando chega a um grupo diferente. 
Provavelmente você mesmo já achou um colega esquisito porque ele vinha de outra cidade, tinha cabelo azul, falava de outro jeito ou detestava futebol. Então é bom saber que essa pessoa pode, sim, se tornar um amigão. 
Na verdade, todo mundo é diferente. Uns gostam de macarrão, outros adoram hambúrguer. Há os feras em esportes, os que sabem tudo de matemática ou de artes. Tem gente que só gosta de roupa roxa, outros preferem preto e tem até quem só saia de casa com estampa de bolinha.
Isso sem falar nas diferenças físicas. Uns são altos, outros, gordos. Existe gente de pele escura e de pele clara, de olhos puxados, cabelo liso e de cabelo enrolado... Mesmo com tantas variações, somos todos da mesma espécie e temos muita coisa em comum. 

Você sabia que... 

No Brasil, é crime discriminar alguém por causa de sua raça, cor, religião ou nacionalidade? Ninguém pode ser impedido de entrar em uma loja ou estudar em um colégio por esses motivos. É que as pessoas são diferentes, mas os direitos de todos são iguais. 

Revista Recreio. São Paulo: Abril, n. 111, 25 abro 2002. p. 10.

Cultura indígena - interpretação de texto (6ºano)

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Brinquedos das crianças carajás

As índias carajás, que vivem na Ilha do Bananal, entre os Estados de Tocantins e Mato Grosso, cultivam uma antiga tradição: fazem e ensinam suas filhas a moldar pequenas bonecas de barro. Chamadas Licocós, essas bonecas são modeladas com braços grossos e decoradas com a mesma pintura corporal dos carajás. Elas trazem dois círculos tatuados no rosto, logo abaixo dos olhos, que são uma marca característica dos carajás.
Atualmente, essas bonecas são vendidas como artesanato aos turistas que visitam a ilha, e passaram a ser modeladas praticando diferentes atividades do cotidiano do povo carajá: pescando, dançando e plantando mandioca. Os carajás também fazem objetos de madeira, como canoas, chocalhos e arco e flechas, que são brinquedos somente para os meninos. [...] 
[...] Entre os carajás, [...] os brinquedos dos meninos são feitos pelos irmãos mais velhos ou pelos pais. [...] 

"A arte indígena". Revista Recreio. São Paulo. Abril. ano 1. n. 14. 15 jun. 2000. Suplemento Para Saber Mais: Artes. p. 20.

Atividade de português para 8ºano (substantivos)

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Cachorros e gatos

O cachorro lambe o dono 
com seus olhos de mel, 
derramando tudo o que encontra 
pelo meio do caminho: 
um vaso de barro, 
uma lata, o vizinho. 

Já o gato é outra história: 
caminha no chão como no ar, 
e seus pensamentos são finos 
fios de seda espalhados pela casa. 
Para o cachorro, um osso; 
Para o gato, um telhado.

Roseana Murray. Pera, uva ou maçã? São Paulo: Scipione, 2005. p. 44

Análise do poema "Dinheiro" de Álvares de Azevedo

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Dinheiro
Álvares de Azevedo

Oh! argent! Avec toi on est beau, jeune, 
adoré; on a considération, honneurs, qualités, vertus.
Quand on n’a point d’argent on est dans la dépendance de toutes choses et de tout le monde.
(Chateaubriand)

Sem ele não há cova — Quem enterra
Assim grátis, a Deo? O batizado
Também custa dinheiro. Quem namora
Sem pagar as pratinhas ao Mercúrio?
Demais, as Dânaes também o adoram…
Quem imprime seus versos, quem passeia,
Quem sobe a deputado, até ministro,
Quem é mesmo Eleitor, embora sábio,
Embora gênio, talentosa fronte,
Alma romana, se não tem dinheiro?
Fora a canalha de vazios bolsos!
O mundo é para todos... Certamente
Assim o disse Deus, mas esse texto
Explica-se melhor e doutro modo…
Houve um erro de imprensa no Evangelho:
O mundo é um festim, concordo nisso,
Mas não entra ninguém sem ter as louras.

(AZEVEDO, Alvares de. Lira dos vinte anos. 2. Ed. São Paulo: Landy, 2000. P. 138-9.)

Fábula para 5ºano - Escreva uma moral para a história

O galo e a raposa.  

A raposa perambulava pelos campos à procura de algo para mastigar quando avistou, no galho mais alto de um carvalho, um magnífico galo, o almoço mais saboroso que uma raposa podia desejar. Mas o galho era tão alto... 
— Meu amigo — disse a raposa com voz doce — já soube da novidade? Foi assinada a paz universal entre os animais; então, a partir de hoje, somos todos irmãos. Desça já daí e venha cá dar-me um abraço. Mas ande logo, ainda tenho que levar a boa notícia para todas as partes do mundo. 
O galo esperto não caiu naquela conversa. 
— Fico feliz em saber que, finalmente, haverá paz entre nós, comadre raposa; vou descer com prazer para abraçá-la, mas, para que a cerimônia fique mais solene, por que não esperamos que chegue aquele belo cão de caça que estou vendo correr em nossa direção? Já está quase chegando aqui. 
— Dê lembranças minhas... — grunhiu a raposa entre os dentes — Não vai dar para esperar por ele, tenho um longo caminho pela frente e um montão de animais para avisar... Amanhã de manhã passarei outra vez. 
 E... pernas pra que te quero, enquanto o galo se congratulava consigo mesmo por não ter caído no logro.

As mais belas fábulas de La Fontaine. São Paulo: Paulinas, 2001

Interpretação de texto 6ºano - Kotick, a foca


Leia o seguinte texto, extraído de um clássico da literatura mundial. 

Kotick, a foca 

[...] 
Focas bebês sabem tanto de nadar quanto bebês humanos. A diferença é que não sossegam, enquanto não aprendem. Na primeira vez em que Kotick entrou no mar, uma correnteza o carregou até o fundo. Sua grande cabeça afundou, suas nadadeiras foram forçadas para cima, tudo como sua mãe havia lhe avisado, na canção de ninar. Se uma onda não o tivesse trazido de volta, teria se afogado. 
Depois disso, aprendeu a lição. Entrava numa poça de água represada e deixava que o respingo das ondas o cobrisse, fazendo-o flutuar, enquanto chapinhava. Kotick ficava sempre de olho atento para as ondas maiores, que poderiam machucá-lo. 
Por duas semanas, ficou treinando como usar suas nadadeiras. Entrava na água e saía, sempre tossindo e resmungando. Então, arrastava-se para a areia mais no alto e tirava uma soneca. Assim foi, até que ele finalmente se convenceu de que ficava mais à vontade dentro d'água. 
[...] 
O livro da selva, de Rudyard Kipling. São Paulo: Melhoramentos, 1996. p. 107. 
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