domingo, 26 de março de 2017

Exercício sobre eufemismo para ensino médio - Poema Consoada - Manuel Bandeira


Consoada
Manuel Bandeira

Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

Atividade sobre sujeito e predicado com poema (9ºano)


Leia o poema a seguir, de Roseana Murray, e responda às questões

Noite de São João

Na noite de São João 
as estrelas pensam 
que são balões, 
e a lua em chamas 
se derrama na fogueira. 
Uma a uma, as bandeirinhas 
vão fugindo dos quadros 
do Volpi 
e enfeitando a cidade 
de todas as cores 
e assombros. 
Tem forró e casamento 
na roça, 
tem documento assinado 
pelo rei, 
moça bonita de vestido de chita, 
canjica, pé de moleque 
e quentão. 
Na noite de São João 
ninguém fica triste, 
ninguém fica sozinho, 
e a festa só acaba 
quando o sol volta 
do Japão. 

Atividade de produção de texto para 1ºano do ensino médio (Dom Quixote)


Abaixo, há duas propostas de produção de texto. Desenvolva-as. 

1. Leia o episódio narrado a seguir, Dom Quixote, ao lado de seu escudeiro Sancho, vive mais uma de suas aventuras. Depois, dê continuidade a essa história, procurando ser coerente com as características de cada personagem. Se preferir, crie outras personagens, diálogos e lugares. Tente dar um desfecho engraçado para a sua história. 

Exercícios sobre narrador-observador para 9ºano



1. Leia os textos abaixo e indique aquele que apresenta narrador-observador. 

Texto 1 

Residia, então, em Charleston, a uma distância de 9 milhas, e as facilidades para ir e voltar eram menores do que agora. Chegando à cabana, bati, conforme meu hábito, e, não obtendo resposta, procurei a chave no lugar onde sabia estar escondida. Abri a porta e entrei. Foi uma surpresa e com certeza das mais agradáveis. Um belo fogo crepitava na lareira. Despi o paletó, empurrei a cadeira para junto do fogo, e esperei pacientemente pelos donos da casa. 

(Contos de Edgar Allan Poe. Tradução de José Paulo Paes. São Paulo: Cultrix, 1986. p. 78.) 

terça-feira, 21 de março de 2017

Atividade de interpretação com texto curto para 1ºano do ensino médio


HÁ QUALQUER COISA NO AR DO RIO, ALÉM DE FAVELAS

Nem só as favelas brotam nos morros cariocas. As encostas cada vez mais povoadas no Rio de Janeiro disfarçam o avanço do reflorestamento na crista das serras, que espalha cerca de 2 milhões de mudas nativas da Mata Atlântica em espaço equivalente a 1.800 gramados do Maracanã. O replantio começou há 13 anos, para conter vertentes ameaçadas de desmoronamento. Fez mais do que isso. Mudou a paisagem. Vista do alto, ângulo que não faz parte do cotidiano de seus habitantes, a cidade aninha-se agora em colinas coroadas por labirintos verdes, formando desenhos em curva de nível, como cafezais.

(Revista Época – n. o 83. 20-12-1999. Rio de Janeiro, Ed. Globo. p. 9.)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Interpretação de poema em prosa - Clarice Lispector


Uma imagem de prazer
Clarice Lispector 

Conheço em mim uma imagem muito boa, e cada vez que eu quero eu a tenho, e cada vez que ela vem ela aparece toda. É a visão de uma floresta, e na floresta vejo a clareira verde, meio escura, rodeada de alturas, e no meio desse bom escuro estão muitas borboletas, um leão amarelo sentado, e eu sentada no chão tricotando. As horas passam como muitos anos, e os anos se passam realmente, as borboletas cheias de grandes asas e o leão amarelo com manchas - mas as manchas são apenas para que se veja que ele é amarelo, pelas manchas se vê como ele seria se não fosse amarelo. O bom dessa imagem é a penumbra, que não exige mais do que a capacidade de meus olhos e não ultrapassa minha visão. E ali estou eu, com borboleta, com leão. Minha clareira tem uns minérios, que são as cores. Só existe uma ameaça: é saber com apreensão que fora dali estou perdida, porque nem sequer será floresta (a floresta eu conheço de antemão, por amor), será um campo vazio (e este eu conheço de antemão através do medo) - tão vazio que tanto me fará ir para um lado como para outro, um descampado tão sem tampa e sem cor de chão que nele eu nem sequer encontraria um bicho para mim. Ponho apreensão de lado, suspiro para me refazer e fico toda gostando de minha intimidade com o leão e as borboletas; nenhum de nós pensa, a gente só gosta. Também eu não sou em preto e branco; sem que eu me veja, sei que para eles eu sou colorida, embora sem ultrapassar a capacidade de visão deles (nós não somos inquietantes). Sou com manchas azuis e verdes só para estas mostrarem que não sou azul nem verde - olha só o que eu não sou. A penumbra é de um verde escuro e úmido, eu sei que já disse isso mas repito por gosto de felicidade; quero a mesma coisa de novo e de novo. De modo que, como eu ia sentindo e dizendo, lá estamos. E estamos muito bem. Para falar a verdade, nunca estive tão bem. Por quê? Não quero saber por quê. 
Cada um de nós está no seu lugar, eu me submeto bem ao meu lugar. Vou até repetir um pouco mais porque está ficando cada vez melhor: o leão amarelo e as borboletas caladas, eu sentada no chão tricotando, e nós assim cheios de gosto pela clareira verde. Nós somos contentes. 

Exercícios sobre operadores argumentativos (conjunções) Texto expositivo sobre abolicionismo


A seguir, você lerá um texto expositivo sobre abolicionismo. Os operadores argumentativos foram substituídos por números. 

No decorrer do século XIX crescem as campanhas abolicionistas. Em 1850, a Lei Eusébio de Queirós proíbe o tráfico de escravos. Em 1871 a Lei do Ventre Livre declara livres os filhos de mulher escrava que nascessem a partir daquela data. Em 1885, a Lei dos Sexagenários concede a liberdade aos escravos com mais de 60 anos. (1) escravos continuarem a chegar ao Brasil através de contrabando, e da Lei Sexagenária praticamente não funcionar (2) um escravo raramente completava 60 anos, há uma queda vertiginosa na entrada de escravos no país a partir de 1850 e aumenta gradativamente o número de negros livres. 
Essas leis são fruto de uma forte pressão abolicionista. São negros, mestiços, ex-escravos sensíveis e solidários aos escravos. São intelectuais que tinham como referencial as doutrinas liberais [...] e o exemplo internacional (desde 1865, Brasil e Cuba são os únicos países a manter a escravidão na América). São, (3), industriais e grandes comerciantes que consideravam mais vantajoso o trabalho assalariado. [...] 
(4), podemos enquadrar a abolição dos escravos tendo como ponto de partida três princípios: as revoltas e rebeliões negras, que marcaram todo o período escravocrata; fatores socioeconômicos que forçavam a troca do trabalho escravo pelo trabalho assalariado; e, (5), as campanhas abolicionistas. Essas campanhas foram de duas ordens: existia uma corrente moderada que queria que a abolição acontecesse através do debate parlamentar; (6) uma corrente radical que defendia a abolição (7) através da insurreição popular e escrava. 

OLIVEIRA, Nelson Silva. Vultos negros na história do Brasil. 2. ed. Brasília: 
Ministério da Justiça, Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, 2001. p. 34-35. (Fragmento). 

domingo, 19 de março de 2017

Leitura e interpretação de crônica para 7ºano



Dinossauro na internet 

Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever. Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida. 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Exercício sobre poema - Para repartir com todos (análise)



Para repartir com todos
Thiago de Mello

Com este canto te chamo, porque dependo de ti.
Quero encontrar um diamante
sei que ele existe e onde está.
Não me acanho de pedir
ajuda: sei que sozinho
nunca vou poder achar.
Mas desde logo advirto:
para repartir com todos.
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